Sobre missas e Peter Pans por Aline Telles

Algumas pessoas vão a missa aos domingos.
Meu avô ia até o seu fusca bege com sua caixa de ferramentas, esponja, pano e um balde com sabão. Religiosamente.
Eu, pirralha, observava atenta ele se levantar bem cedo para passar o café e dirigir-se a garagem em nossa residência na rua 13.
A pentelha aqui, se levantava no rastro porque queria “ajudar”.
Não vendo meios de se livrar de mim, incumbiu-me a missão de lavar as rodas do fusca.
Então, em meus domingos matinais eu já tinha a importante missão de deixar as rodas do fusca impecáveis. Sim. Impecáveis! – Já que eu não pretendia ser exonerada do cargo.
_Preciso que você deixe essas rodas brilhando para mim. O fusca precisa de rodas em perfeitas condições para poder andar bem, não é? Pegue lá seu baldinho vermelho para eu colocar água com sabão. Toma aqui essa esponja e este paninho. Lave com cuidado e depois enxague bem para tirar todo o sabão. Tem também este produto. Ele serve para dar brilho. O brilho parece ser algo sem importância já que a roda já está limpa, mas não se engane! É essencial para que o trabalho termine bem realizado. A roda ficaria fosca e sem vida sem ele. Guardou as dicas? Ah, e cuide bem das suas ferramentas. Não pode deixar cair, não pode perder de vista!  Isso é muito importante!
Enquanto eu me concentrava na importante missão, ele podia realizar o seu trabalho em paz…  (Rsrsrsrsrs,,,)
(Seria ótimo encontrar a fazeres assim para manter minha mente ansiosa concentrada. Assim, talvez, conseguiria alguns momentos de paz para tentar também me concentrar em algumas coisas…).
Lembrar do meu avô me fez recordar outra situação…
Peter Pan. – Certa vez me chamaram.
Não penso que eu faça esforço deliberado para não crescer. Faço um esforço desumano para que essas lembranças/lições não fujam de mim.
O argumento usado foi em relação a eu não seguir uma “carreira séria” – Escritora,  por exemplo.
Disseram-me que tenho vocação.
Continuou dizendo que tenho medo de firmar-me nisso, porque se firmar numa profissão é uma coisa bem adulta.
(Não sei ao certo o que dizer sobre isso… ).
Depois argumentou dizendo que eu deveria me vestir de forma mais compatível com a minha idade e que isso inclui usar camisas de super heróis, e pintar o cabelo de azul… (Mas, afinal, o que as mulheres da minha idade usam?)
Então por mais que eu saiba, que eu concorde, que eu queria, que eu seja mais adulta, a verdade é que quanto mais converso com as pessoas, mais eu aprendo com meu avô.
Quaisquer que seja, o amor e o cuidado reside nos detalhes.  Não os perca. Não se perca.
(Visto que só vale perder-se para poder se encontrar!).

Este poema só terminou bem por causa deles por Aline Telles

Duas pessoas conversam e se enxergam em mútuo elogio e charmosamente se esquivam e voltam desinteressadas para o mundo ao redor…

Queria ter ânimo para estudar o que preciso e depois quem sabe escrever um poema diferente…

Um que não abordasse sentimentos… – Um poema que não cite sentimentos. (Que pretensão a minha…)

No momento, sinto-me incapaz de costurar a minha própria história. Como cogitar a invenção de novos capítulos? …

Ernesto, um pequeno labrador marrom escuro, me olha e lambe meu pé descalço… Parece sorrir… Sorrio de volta…

A realidade é também uma religião, talvez por isso estejamos em guerra. Estamos mesmo em guerra, e eu estou tentando vencer pela via do afeto…

A amizade é realmente algo mágico… Quase todos com quem convivemos mesmo a distância, são responsáveis, ainda que não saibam, pelos retalhos que escolhemos para costurarmos nossos dias…

Já que estão todos em guerra, estou realmente tentando vencer pela via do afeto…

A realidade é também uma religião. – Repito.
Eu que não queria falar de sentimentos… Óbvio que isto é só um poema e será criticado por mim mesma: demasiado sentimental…

Depois de mergulhar fundo neste poema, até que se perca todo ar, reaprenderemos a respirar, voltando para os domínios da vida.

Sim, porque estão todos em guerra na corrida pela conquista da paz, causando todo derramamento de sangue que acham ser necessário; e eu, estou aqui, fugindo dessa paz e tentando na contramão pela via do afeto.

Em menos de 30 e poucos/muitos anos, estaremos intoleravelmente velhos. Eu, Você e todo o resto… Os que resistirem…

Muitos familiares terão partido, e as crianças de agora serão os donos dos nossos receios de hoje.

Ainda com tantas coisas por aprender, estou quase aprendendo que é quase impossível viver na prática os melhores sentimentos capazes de nos habitar, quando isso não depende só de nós…

Por enquanto, fico aqui fazendo bolinhas com o miolo do pão e jogando para Ernesto. Ele brinca e faz toda bagunça possível… Os labradores são uma raça de brincalhões.
No geral, os animais e as crianças são os únicos seres capazes de extrair o que existe de melhor em nós… Este poema só terminou bem por causa deles.

Hospedeiros por Aline Telles

Hospedeiros…
O ímpeto é um demônio que instala-se dentro da gente.
Assim como nos filmes, não é fácil expulsá-lo.
Faz do nosso corpo confortável morada.
Afasta os móveis, arrasta o sofá, reorganiza a cozinha, esparrama-se nas cobertas sem a menor pressa de levantar.
Acende um caldeirão fumegante no nosso estômago.
O fogo do nosso inferno particular é difícil de apagar…
A sala é bonita, decorada com muito bom gosto em nossa traqueia. Diplomas na parede atestam o talento.
Dominá-lo não é algo fácil… Lembra-me aquela cena do filme “O exorcista”. Expulsar um demônio pessoal é tão complicado, que não há garantias de que todos se salvem no final. Nem mesmo a gente…
Dominá-lo não é certeza de leveza imediata. Esta é uma sensação que somente será notada a longo prazo…
Inicialmente, sentimos um incômodo na garganta… Um caroço do tamanho de uma laranja.
É uma prática que necessita conhecimento profundo na ciência da pacientologia, e de acordo com os últimos estudos realizados na área da Chatoslogia, logo podemos prever que trata-se de um trabalho extremamente delicado e que exige enorme dedicação.
Paciência… Paz & Ciência – Ciência da paz. P-A-C-I-Ê-N-C-I-A.
A informação chega-me calma, devagar, como se a leveza do silêncio aliviasse o peso da morte…
Os lábios mexem-se mudos. Na mente, um filme antigo em preto-e-branco na tarde nublada.
A remoção do ímpeto, é na verdade uma prática diária na vida de qualquer indivíduo.
Quando digo R.E.M.O.Ç.Ã.O, não pretendo somente me referir a prática de REMOVER algo. A ação ou efeito de remover ou ser removido. Não.
Vamos as vísceras da palavra… Vamos lá… pronunciando:
R-E-M-O-Ç-Ã-O.
Vou experimentar algo novo…
R-E-E-M-O-Ç-Ã-O (Sacaram?).
A remoção do ímpeto, não consistiria apenas em removê-lo.
Questionar-se. Isso é importante. “_Porque e pra que devo fazer isso?”
Avaliar o que vai ser dito/decidido… Saber se realmente precisa ser dito.
Vou dar um exemplo:
Quantas vezes enfiamos os pés pelas mão num momento de fúria ou de extremo entusiasmo, para depois percebermos que uma ação muito mais simples ou simplesmente a inércia dela teria sido capaz de resolver sem causar devastação?
É como se destilássemos toda a situação novamente, em milésimos de segundos, atentando para outros ângulos e perspectivas da situação em questão.
Sem permitir que o ímpeto tome conta das nossas ações. É como se convertêssemos o ímpeto em consciência…
Reemoção… ato de sentir novamente… Repensar… Reviver…
O ímpeto não é um bom hóspede/inquilino…
Com o tempo, a casa estará em destroços.
O encanamento entope, a ventilação é ruim. Falta ar. A pintura descasca. Os cômodos tornam-se pouco aconchegantes. Há goteiras, mofo… Uma casa abandonada.
O visitante incômodo, após a devastação, vai embora como um inquilino que se vai e não se responsabiliza pelos prejuízos, dando lugar apenas para o vazio e a sensação de que tudo poderia ter sido diferente.

Não preciso criar um matrimônio doentio com o lado obscuro do”amor” por Aline Telles

Bom dia, Rude…

Não está em PDF como deveria, mas, espero que chegue na sua caixa de entrada. E também pouco me importa se você vai ler… (Mentira! Espero que leia sim… aliás, você as receberá todos os dias…).

Também quero que saiba que não foi uma coisa boa abrir minha “Timeline” pela manhã e constatar que você sumiu.

Foi estranho.

É.

Foi estranho e não falarei mais disso.

Sobre Chaves Mágicas :

“Existe um período em que estamos tão ocupados que chega doer…

Passamos praticamente o dia inteiro fora, correndo de um lado para o outro, entrando em muitos ônibus, alimentando-se mal, lendo pequenas estrofes daquele livro.

Contudo, existe um tempo sagrado, e deste, não abro mão.

Roubo do meu sono, roubo de mim.

Durante as compras, tenho em meus fones a chamada que me acompanhará até o portão de casa.

Chego em casa.

Preparo o jantar, enquanto outra chamada me faz companhia até sentar a mesa.

Dei uma folheada em Nietzsche com a internet na tela do celular apoiado numa perna e Bukowski na outra. Jamais fui uma leitora puritana.

Nos bastidores da erudição há cultura inútil, caixas de bis, cartas de tarô e livros de astronomia…

Devaneios…

“_No fim, essa correria, se mal aplicada não dá retorno.
Apenas me traz o conhecimento de que eu sou outra coisa.
Fomos treinados a crer que precisamos estar em constante movimento e que dar um tempo é sinal de desistência.
Existe uma metáfora sobre o tal ratinho que caiu em uma vasilha de leite e se debateu a noite inteira para não afundar.
No dia seguinte ele havia transformado o leite em manteiga e assim conseguiu se safar. Metáforas… Rá.
Vou pelo caminho mais realista.
Quando ocorrem aqueles acidentes em alto mar, as pessoas que não sabem nadar, debatem-se deliberadamente. Engolem água, afundam e morrem afogadas. Somente sobrevive aquele que se mantiver imóvel, flutuando na água…
Esperar é assim, saber aplicar sua energia no momento certo.
É.
É nada… Isso não é fácil! Saber esperar é um desafio para titãs!
Quando pedimos calma a nós mesmos, é quando a tensão e o nervosismo alcançam o pico máximo.
Quando não queremos pensar em algo é justamente quando não conseguiremos mais falar de outra coisa.
Tempo & solução… – Não concebemos que certas situações só se resolvem com o passar dos dias. Sabemos disso, mas nunca alcançamos a serenidade necessária para saber esperar.”

Neste intervalo, a tela da Internet é substituída pela ligação recebida.

Não sei por cargas D’água, meu celular não aprendeu a mostrar o nome do autor da chamada. – Nossa! Sinto-me ótima em dizer isso aqui, pois não aguento mais ter de me explicar toda vez que alguém me liga e eu atendo com interrogação.

_Alô. – Vários assuntos desenrolam-se depois disso…

O “Alô” é uma das chaves mágicas que existem no mundo. Entre elas existe também o “Quanto tempo” & “Estou no seu portão”…  Ainda existem milhares de outras capazes de abrir baús de verdadeiros tesouros/pérolas…

Não sou boa em conselhos. Engana-se quem pensa que eu sou. Nada mais me tira tanto a energia.

Normalmente, conselhos são desenvolvidos a partir do ponto de vista do orador… (Não preciso dizer mais nada.)

Principalmente quando se trata de questões sentimentais. Definitivamente, não sou a pessoa mais indicada.

Em uma última conversa, perguntaram-me qual tipo de pedra eu tenho por dentro… (E não se referiam aos cálculos renais…)

No final, eu estava recebendo conselhos sem mesmo solicitar… Rsrsrsrs…

Penso que não exista nada mais amargo que fingir felicidade. Nem a tristeza é tão miserável.

Falta de tempo nada tem a ver com isso…

– Lembrando sobre como funciona o tempo & as soluções…

Trata-se mais de estado de espírito e tem muito a ver com o que eu estava pensando minutos antes… Serenidade.

Não preciso criar um matrimônio doentio com o lado obscuro do”amor”. – (Resolvi chamar assim.).FB_IMG_1430523042876

Não importa quanto tempo será necessário.

O importante é buscar o reencontro consigo mesma em seu novo início…

Quantos corações é preciso destruir para que você finja que o seu ainda sente?!

Viajantes na maratona de caricaturas

John Byrne foi um desenhista que não mediu palavras pela sua paixão por uma personagem : a Mulher-Hulk.

Fez tudo o que podia para divulgar o título da personagem declarando aos quatro ventos essa paixão.

George Perez na mesma época demonstrou isso também produzindo a Mulher-Maravilha.

Quantas pessoas não são fascinadas pelo Christopher McCandelles. Um personagem tão mítico e fascinante como a própria vontade do ser humano de desistir de tudo e correr o mundo?

Um misto de D’Artagnan com Tom saywer? 

Então é assim que me sinto em relação a Liz Rodrigues.

Não sei se me apaixono pelo carisma ou pela beleza ou pela simpatia.

A sensualidade de ser mãe e aventureira, o fascínio de arriscar onde muito homens morreriam de medo e optam por ficar no conforto de suas casas.

Ainda não cheguei lá exprimindo isso com minha arte, não sei se é arte certa como os artistas que citei no começo do texto optaram por demonstrar ao mundo sua paixão pelas personas admiradas. Talvez use outras artes, outras técnicas outros meios… Ou o mesmo, mais refinado, mais elaborado.

A vida segue, o fascínio segue, a paixão segue… E ela segue, com sua mochila pronta para novos desafios.

Sigam os passos deixado por ela …

https://www.facebook.com/MinhasDocesAventuras?pnref=lhc

Quem sabe não entendam um pouco dessa paixão declarada e suas doces aventuras possam ser contadas em livros para serem guardados com carinho como os demais personagens mencionados por aqui.

O conselho de Maurício de Sousa que mudou a vida de uma leitora

mauricio

A leitora Ana Paula Mesquita Scalabrin, 45 anos, escreveu para ZH para contar sua história envolvendo o cartunista Maurício de Sousa, que esteve autografando obras na Feira do Livro de Porto Alegre na última sexta-feira.

Ela conta que em sua primeira gravidez, em 1999, ela decorou o quarto da filha, Bruna, com bonecas da Mônica. No entanto, complicações no parto fizeram o bebê morrer logo após o nascimento. Ana entrou em depressão e passou a dormir com algumas bonecas e as tratá-las como suas filhas.

Sem esperança de receber algum consolo, Ana Paula escreveu para Maurício de Sousa relatando a história e teve uma grata surpresa. Em uma bela carta, ele sugeriu que as bonecas fossem doadas para crianças carentes.

– Ele disse que isso faria o meu anjo feliz – contou Ana.

Seguindo a sugestão do cartunista, a cada dia uma boneca foi doada. Recuperada da depressão e decidida a ser mãe novamente, Ana engravidou em 2001 de Giovana, que também teve seu quarto decorado com o tema Turma da Mônica.
Ao saber que o cartunista estaria na Capital, Ana Paula correu para a fila de autógrafos para realizar o sonho de abraçá-lo e agradecê-lo.
– Quando contei minha história para ele, ficamos emocionados, sentimento compartilhado por todos ao nosso redor. Choramos juntos – conta.

Originalmente publicado em  10 de novembro de 2014 nesse link : http://wp.clicrbs.com.br/doleitor/2014/11/10/o-conselho-de-mauricio-de-sousa-que-mudou-a-vida-de-uma-leitora/?topo=13,1,1,,,13

Morros e dragões

LéHah vai pro ponto mais alto que encontra nesse maldito lugar barulhento.

E olugar mais alto é nada comparado as montanhas flutuantes de Lain Freyn.

Mas servirá.

SCAN0758

Para ter uma noção pra onde os malditos traidores  jogaram ele pelo pelo portal.

Traidores. Malditos traidores. Pústulas enegrecidas das entranhas amaldiçoadas de Heltron.

O rei dos dragões  terá o direito de vingança…

Basta saber como voltar… Ou como achá-los se conseguirem passar pelo portal e tentarem conquistar esse lado.

 

Pensará nisso  depois. É dificil pensar com tantas luzes, o barulho , os estampidos.

Mesmo parecendo ser noite. Mesmo parecendo não haver nenhuma guerra declarada.

Isso também precisa deixar em segundo plano, pois nesse momento o seu sangue guerreito ferve.

Apenas o ódio há agora em seu sangue draconiano.

Léhah, o Rei dos Dragões!

E a ele foi dado o direito de se tomar tudo a sua volta caso se sinta assim, com o ódio ardendo em suas veias…

E ele quer começar agora.

Ele quer tudo pra si por direito.

SCAN0757

***

Dragão Negro.

Evite estar  próximo de um. Seria muito,mas muito difícil de escapar.

‘Grito de ódio’ de um dragão.  Quando ele soltar não tem como escapar. É mort certa.

O gritoé ouvido por quase toda capital

Recém nascidos despertam ao longe em prantos.

Muitos que sobreviverem ainda terão pesadelos que os seguirão pelo resto da vida.

‘Grito de ódio’ de um dragão. Não tem como escpar.

SCAN0759

 

 

SCAN0760