Clichê : Poetas escrevem poesias

As vezes o clichê é capaz de operar verdadeiros milagres em nossas vidas…
Existem poucos seres capazes de nos enxergar escutando nos olhos…
Vou contar um “causo”…
Poetas escrevem poesias.
Meu avô sabia das coisas.
Tinha dias que saía da escola enfurecida com algum coleguinha, com a professora, com a pedra que tirou o tampão do meu dedo na aula de educação física.
Quando a igreja Menino Jesus de Praga badalava seus sinos ao meio dia, meu avô ia para o portão aguardar minha chegada.
Ao despontar na esquina, seus óculos mágicos de longo alcance já haviam detectado meu estado de espírito… (Parecia ser o guardião secreto da espada justiceira dos Thundercats.).
Eu sabia que ele sabia no instante em que dizia: Boa tarde, Gigante. Ouvi seus passos desde o quarteirão da rua 15!
(isso porque quando aborrecida pisava com força ao caminhar causando um eco “BOUMP, BOUMP’… Rsrsrsrs… Ainda é assim.).
E também, porque com o tempo comecei a notar que logo após o almoço me pedia para limpar espelhos… Todos eles.
Os espelhos dos cômodos, aqueles que ficavam na porta dentro do guarda roupa e todos os espelhos móveis que pudesse encontrar.
Ele não explicava. Só pedia que eu limpasse.
Inconscientemente enquanto os limpava, parava para me observar… – Lembrava do dia enquanto olhava para mim mesma…
Sem querer, tomava consciência do que havia feito de desnecessário… As teimosias e pirraças…
E foi assim que aprendi a refletir.
(Vô…)  ( O…O )
Nossa Alma é o espelho.
Lembre-se de limpá-la diariamente… Renová-la.
Aprendi a soltar as correntes dos fantasmas e libertá-los.

Não carrego semblantes velhos para momentos inéditos…

Aline Telles

Anúncios

Atmosphere…

atmosfera

Era o clima, era a grama, a atmosfera… – A gente sempre procura adjetivos para justificar quando nos sentimos bem.
Sob as nuvens de branco incerto. recém-aparecidas, apontava para um céu de cinza profundo …
Tão fugazes quanto intensos, que, ao som dos sons mais difusos, celebravam momentos que não mais voltariam e que certamente seriam lembrados muitas vezes depois…
Uma das mais impressionantes qualidades da vida é a capacidade de gerar momentos, penso…
Chega um dia em que parte de nossa história definitivamente vira história.
O passado as vezes é perfeito na medida exata de sua imperfeição.
O instante presente é o mais perfeito exemplo de efêmero.
O presente se desfaz no exato instante em que acontece…
Pensar no presente é remetê-lo instantaneamente a sua condição de passado.
Trata-se de uma seqüência de atos que lançam-se ao pretérito no momento em que nos damos conta de sua existência.
Não há tempo verbal mais complexo que o presente… – É mera abstração…
Já o passado é sólido, inalterável, estabelecido.
Pensar nisso tudo levou-me ao agrupado de imagens que fotografei ao longo da minha vida…
Penso nelas procurando ver revelado algo escondido além da própria imagem no momento em que aconteceu.
Meus olhos são profundos conhecedores da arte de fotografar, ainda que minha atenção esteja sempre mais concentrada nos ouvidos. Sou muito melhor na retrospectiva dos sons.
Ao contrário das fotografias de papel, é possível ouvir as imagens que fotografamos com os olhos.
Traz em si algo que é inalterável, especialmente por não ser visto apenas pelos olhos.
Percepção. Tudo é percebido através da visão do orador.
Para uns, um dia cinza é apenas um dia cinza. Para outros, o vislumbre de infinitas possibilidades…
Acordo no meio do devaneio e percebo que passaram-se algumas horas desde então.
Recordo-me do pensamento desencadeador…
Não era o clima, nem a grama e menos a atmosfera…
Era apenas eu.

Aline Telles

A PARTIDA por Luciana lua

beep beep boop

 

 

No andar mais alto de um prédio qualquer, olhando pela janela, embaçada pelo mal tempo lá fora, ele imaginava a vida de cada pequeno, minúsculo e insignificante transeunte, e de repente lembrou-se porque sempre apreciara vê-los à aquela distância.

Toca o vidro quase em transe, mãos espalmadas marcando o vidro, olhar distante.

Distancio-se finalmente da janela e foi até o telefone, efetuar suas ligações rotineiras.

–          Alô?

–          Oi…sou eu, ela está ai??? Posso falar com ela???

Silêncio do outro lado.

–          Você deveria procurar um médico…urgente! – logo em seguida desligam.

–          Alô??? Alô????

Olhando para o telefone, absorto em pensamentos, ele ouve a campainha tocar.

Comida para viagem, praticidade, preguiça e isolamento, mais uma vez sinônimos em sua vida.

Comeu em silêncio, este, sutilmente intercalado pelas gotas de chuva na janela.

Uma estranha paz o invadia, quase que inconsciente, ergueu-se , tomou nas mãos um livro com dedicatória dela, e pôs-se a lê-lo pela incontável vez, e  recostado em sua poltrona olhava a mesa posta  ha semanas e os brinquedos ao redor da mesma, os quais desviava com meticuloso cuidado, todos os dias.

Suspirou fundo e se perdeu em pensamentos por alguns instantes.

Sempre odiara  os gritos dela pela casa e seu cabelo pela manhã, os brinquedos espalhados e a triste mania de não obedecerem no instante em que ordenava.

Voltou seus olhos novamente  para o livro, que já sabia de cor, mas assim mesmo, não trocava, e tentou levar seus pensamentos para outro lugar.

Mais um dia se passara,  e mais uma vez, sem que notasse havia  adormecido na velha poltrona, afinal de contas, as coisas dela  ocupavam mesmo a cama toda.

Horas se passavam, dias, semanas e sua rotina diária nunca mudava…

–          Alô?

–          Oi, sou eu de novo, posso…

E antes mesmo que pudesse dizer algo, desligavam.

Tentava novamente, s/ êxito, ninguém atendia. Deixava recado:

–          Por favor, me deixa falar com ela, diz pra  ela atender e  que quero saber das crianças..

Nunca tinha retorno.

Sua rotina se repetia incansavelmente, olhos perdidos, barba por fazer, longas noites sem dormir e outras tantas, olhando para o telefone a espera da voz dela, caso contrário, desligava. Inclusive as mensagens, apagava sem ao menos ouví-las.

Não chorava mais, não saía mais, não lia ou recolhia  suas correspondências.

De repente ouviu um barulho na porta.

Se ergueu em sobressalto e pensou: É ela, só pode ser ela, voltara, estaria ela com as crianças? Ou viera sozinha para primeiramente, conversarem – A porta lentamente se abrindo – Será que viera para passar a noite, para depois pela manhã, irem juntos pegar as crianças??? Depois resolveremos isso, enquanto tomamos um bom vinho… mas lembrou que estava péssimo, magro, pálido, desajeitado, não tirava aquele hobby ha algum tempo, passou então as mãos trêmulas pelo cabelo, na tentativa de parecer menos desajeitado.

Ouviu um misto de passos e chutes em montes de papéis, na tentativa de conseguir fechar a porta novamente.

Quando olhou, avistou dois homens no meio da sala, um com alguns papéis e seu médico.

Seu olhar se transformou em puro ódio, sentiu-se traído, invadido e aos berros dizia:

–          Saiam da minha casa!!!

–          Calma…o porteiro nos deu a cópia da chave, você sumiu, não retorna os telefonemas, não lê suas correspondências e não tem comparecido as consultas, fiquei preocupado…

–          Saiam daquiiiiiii!!!

–          Eu falei com os pais dela, você tem ligado quase todos os dias, você sabe que não devia, pois…

–          Não quero ouvir você…fora da minha casaaaaa!!!

–          Infelizmente, tínhamos que vir para trazer uns papéis que…

–          Não leio, nem assino nadaaaaa – pensou com raiva – Ela mandou os papéis de divórcio, não vou permitir que saia da minha vida assim com meus filhos…

–          Ouça você tem que aceitar, mas você precisa de ajuda, já faz semanas que…

E berrou, jogou tudo o que podia na direção do médico e do advogado, e se afastou dando-lhes as costas, ofegante.

–          Lamentamos muito por você, vamos deixar os papéis, quando lê-los, pode nos ligar e o ajudaremos no que for preciso.

Assim o  fizeram…

Deixaram sobre a mesa,  os respectivos cartões de contato e um envelope contendo, um testamento e três certidões de óbito.

E foram embora.

Sobre missas e Peter Pans por Aline Telles

Algumas pessoas vão a missa aos domingos.
Meu avô ia até o seu fusca bege com sua caixa de ferramentas, esponja, pano e um balde com sabão. Religiosamente.
Eu, pirralha, observava atenta ele se levantar bem cedo para passar o café e dirigir-se a garagem em nossa residência na rua 13.
A pentelha aqui, se levantava no rastro porque queria “ajudar”.
Não vendo meios de se livrar de mim, incumbiu-me a missão de lavar as rodas do fusca.
Então, em meus domingos matinais eu já tinha a importante missão de deixar as rodas do fusca impecáveis. Sim. Impecáveis! – Já que eu não pretendia ser exonerada do cargo.
_Preciso que você deixe essas rodas brilhando para mim. O fusca precisa de rodas em perfeitas condições para poder andar bem, não é? Pegue lá seu baldinho vermelho para eu colocar água com sabão. Toma aqui essa esponja e este paninho. Lave com cuidado e depois enxague bem para tirar todo o sabão. Tem também este produto. Ele serve para dar brilho. O brilho parece ser algo sem importância já que a roda já está limpa, mas não se engane! É essencial para que o trabalho termine bem realizado. A roda ficaria fosca e sem vida sem ele. Guardou as dicas? Ah, e cuide bem das suas ferramentas. Não pode deixar cair, não pode perder de vista!  Isso é muito importante!
Enquanto eu me concentrava na importante missão, ele podia realizar o seu trabalho em paz…  (Rsrsrsrsrs,,,)
(Seria ótimo encontrar a fazeres assim para manter minha mente ansiosa concentrada. Assim, talvez, conseguiria alguns momentos de paz para tentar também me concentrar em algumas coisas…).
Lembrar do meu avô me fez recordar outra situação…
Peter Pan. – Certa vez me chamaram.
Não penso que eu faça esforço deliberado para não crescer. Faço um esforço desumano para que essas lembranças/lições não fujam de mim.
O argumento usado foi em relação a eu não seguir uma “carreira séria” – Escritora,  por exemplo.
Disseram-me que tenho vocação.
Continuou dizendo que tenho medo de firmar-me nisso, porque se firmar numa profissão é uma coisa bem adulta.
(Não sei ao certo o que dizer sobre isso… ).
Depois argumentou dizendo que eu deveria me vestir de forma mais compatível com a minha idade e que isso inclui usar camisas de super heróis, e pintar o cabelo de azul… (Mas, afinal, o que as mulheres da minha idade usam?)
Então por mais que eu saiba, que eu concorde, que eu queria, que eu seja mais adulta, a verdade é que quanto mais converso com as pessoas, mais eu aprendo com meu avô.
Quaisquer que seja, o amor e o cuidado reside nos detalhes.  Não os perca. Não se perca.
(Visto que só vale perder-se para poder se encontrar!).

Este poema só terminou bem por causa deles por Aline Telles

Duas pessoas conversam e se enxergam em mútuo elogio e charmosamente se esquivam e voltam desinteressadas para o mundo ao redor…

Queria ter ânimo para estudar o que preciso e depois quem sabe escrever um poema diferente…

Um que não abordasse sentimentos… – Um poema que não cite sentimentos. (Que pretensão a minha…)

No momento, sinto-me incapaz de costurar a minha própria história. Como cogitar a invenção de novos capítulos? …

Ernesto, um pequeno labrador marrom escuro, me olha e lambe meu pé descalço… Parece sorrir… Sorrio de volta…

A realidade é também uma religião, talvez por isso estejamos em guerra. Estamos mesmo em guerra, e eu estou tentando vencer pela via do afeto…

A amizade é realmente algo mágico… Quase todos com quem convivemos mesmo a distância, são responsáveis, ainda que não saibam, pelos retalhos que escolhemos para costurarmos nossos dias…

Já que estão todos em guerra, estou realmente tentando vencer pela via do afeto…

A realidade é também uma religião. – Repito.
Eu que não queria falar de sentimentos… Óbvio que isto é só um poema e será criticado por mim mesma: demasiado sentimental…

Depois de mergulhar fundo neste poema, até que se perca todo ar, reaprenderemos a respirar, voltando para os domínios da vida.

Sim, porque estão todos em guerra na corrida pela conquista da paz, causando todo derramamento de sangue que acham ser necessário; e eu, estou aqui, fugindo dessa paz e tentando na contramão pela via do afeto.

Em menos de 30 e poucos/muitos anos, estaremos intoleravelmente velhos. Eu, Você e todo o resto… Os que resistirem…

Muitos familiares terão partido, e as crianças de agora serão os donos dos nossos receios de hoje.

Ainda com tantas coisas por aprender, estou quase aprendendo que é quase impossível viver na prática os melhores sentimentos capazes de nos habitar, quando isso não depende só de nós…

Por enquanto, fico aqui fazendo bolinhas com o miolo do pão e jogando para Ernesto. Ele brinca e faz toda bagunça possível… Os labradores são uma raça de brincalhões.
No geral, os animais e as crianças são os únicos seres capazes de extrair o que existe de melhor em nós… Este poema só terminou bem por causa deles.

Hospedeiros por Aline Telles

Hospedeiros…
O ímpeto é um demônio que instala-se dentro da gente.
Assim como nos filmes, não é fácil expulsá-lo.
Faz do nosso corpo confortável morada.
Afasta os móveis, arrasta o sofá, reorganiza a cozinha, esparrama-se nas cobertas sem a menor pressa de levantar.
Acende um caldeirão fumegante no nosso estômago.
O fogo do nosso inferno particular é difícil de apagar…
A sala é bonita, decorada com muito bom gosto em nossa traqueia. Diplomas na parede atestam o talento.
Dominá-lo não é algo fácil… Lembra-me aquela cena do filme “O exorcista”. Expulsar um demônio pessoal é tão complicado, que não há garantias de que todos se salvem no final. Nem mesmo a gente…
Dominá-lo não é certeza de leveza imediata. Esta é uma sensação que somente será notada a longo prazo…
Inicialmente, sentimos um incômodo na garganta… Um caroço do tamanho de uma laranja.
É uma prática que necessita conhecimento profundo na ciência da pacientologia, e de acordo com os últimos estudos realizados na área da Chatoslogia, logo podemos prever que trata-se de um trabalho extremamente delicado e que exige enorme dedicação.
Paciência… Paz & Ciência – Ciência da paz. P-A-C-I-Ê-N-C-I-A.
A informação chega-me calma, devagar, como se a leveza do silêncio aliviasse o peso da morte…
Os lábios mexem-se mudos. Na mente, um filme antigo em preto-e-branco na tarde nublada.
A remoção do ímpeto, é na verdade uma prática diária na vida de qualquer indivíduo.
Quando digo R.E.M.O.Ç.Ã.O, não pretendo somente me referir a prática de REMOVER algo. A ação ou efeito de remover ou ser removido. Não.
Vamos as vísceras da palavra… Vamos lá… pronunciando:
R-E-M-O-Ç-Ã-O.
Vou experimentar algo novo…
R-E-E-M-O-Ç-Ã-O (Sacaram?).
A remoção do ímpeto, não consistiria apenas em removê-lo.
Questionar-se. Isso é importante. “_Porque e pra que devo fazer isso?”
Avaliar o que vai ser dito/decidido… Saber se realmente precisa ser dito.
Vou dar um exemplo:
Quantas vezes enfiamos os pés pelas mão num momento de fúria ou de extremo entusiasmo, para depois percebermos que uma ação muito mais simples ou simplesmente a inércia dela teria sido capaz de resolver sem causar devastação?
É como se destilássemos toda a situação novamente, em milésimos de segundos, atentando para outros ângulos e perspectivas da situação em questão.
Sem permitir que o ímpeto tome conta das nossas ações. É como se convertêssemos o ímpeto em consciência…
Reemoção… ato de sentir novamente… Repensar… Reviver…
O ímpeto não é um bom hóspede/inquilino…
Com o tempo, a casa estará em destroços.
O encanamento entope, a ventilação é ruim. Falta ar. A pintura descasca. Os cômodos tornam-se pouco aconchegantes. Há goteiras, mofo… Uma casa abandonada.
O visitante incômodo, após a devastação, vai embora como um inquilino que se vai e não se responsabiliza pelos prejuízos, dando lugar apenas para o vazio e a sensação de que tudo poderia ter sido diferente.

Não preciso criar um matrimônio doentio com o lado obscuro do”amor” por Aline Telles

Bom dia, Rude…

Não está em PDF como deveria, mas, espero que chegue na sua caixa de entrada. E também pouco me importa se você vai ler… (Mentira! Espero que leia sim… aliás, você as receberá todos os dias…).

Também quero que saiba que não foi uma coisa boa abrir minha “Timeline” pela manhã e constatar que você sumiu.

Foi estranho.

É.

Foi estranho e não falarei mais disso.

Sobre Chaves Mágicas :

“Existe um período em que estamos tão ocupados que chega doer…

Passamos praticamente o dia inteiro fora, correndo de um lado para o outro, entrando em muitos ônibus, alimentando-se mal, lendo pequenas estrofes daquele livro.

Contudo, existe um tempo sagrado, e deste, não abro mão.

Roubo do meu sono, roubo de mim.

Durante as compras, tenho em meus fones a chamada que me acompanhará até o portão de casa.

Chego em casa.

Preparo o jantar, enquanto outra chamada me faz companhia até sentar a mesa.

Dei uma folheada em Nietzsche com a internet na tela do celular apoiado numa perna e Bukowski na outra. Jamais fui uma leitora puritana.

Nos bastidores da erudição há cultura inútil, caixas de bis, cartas de tarô e livros de astronomia…

Devaneios…

“_No fim, essa correria, se mal aplicada não dá retorno.
Apenas me traz o conhecimento de que eu sou outra coisa.
Fomos treinados a crer que precisamos estar em constante movimento e que dar um tempo é sinal de desistência.
Existe uma metáfora sobre o tal ratinho que caiu em uma vasilha de leite e se debateu a noite inteira para não afundar.
No dia seguinte ele havia transformado o leite em manteiga e assim conseguiu se safar. Metáforas… Rá.
Vou pelo caminho mais realista.
Quando ocorrem aqueles acidentes em alto mar, as pessoas que não sabem nadar, debatem-se deliberadamente. Engolem água, afundam e morrem afogadas. Somente sobrevive aquele que se mantiver imóvel, flutuando na água…
Esperar é assim, saber aplicar sua energia no momento certo.
É.
É nada… Isso não é fácil! Saber esperar é um desafio para titãs!
Quando pedimos calma a nós mesmos, é quando a tensão e o nervosismo alcançam o pico máximo.
Quando não queremos pensar em algo é justamente quando não conseguiremos mais falar de outra coisa.
Tempo & solução… – Não concebemos que certas situações só se resolvem com o passar dos dias. Sabemos disso, mas nunca alcançamos a serenidade necessária para saber esperar.”

Neste intervalo, a tela da Internet é substituída pela ligação recebida.

Não sei por cargas D’água, meu celular não aprendeu a mostrar o nome do autor da chamada. – Nossa! Sinto-me ótima em dizer isso aqui, pois não aguento mais ter de me explicar toda vez que alguém me liga e eu atendo com interrogação.

_Alô. – Vários assuntos desenrolam-se depois disso…

O “Alô” é uma das chaves mágicas que existem no mundo. Entre elas existe também o “Quanto tempo” & “Estou no seu portão”…  Ainda existem milhares de outras capazes de abrir baús de verdadeiros tesouros/pérolas…

Não sou boa em conselhos. Engana-se quem pensa que eu sou. Nada mais me tira tanto a energia.

Normalmente, conselhos são desenvolvidos a partir do ponto de vista do orador… (Não preciso dizer mais nada.)

Principalmente quando se trata de questões sentimentais. Definitivamente, não sou a pessoa mais indicada.

Em uma última conversa, perguntaram-me qual tipo de pedra eu tenho por dentro… (E não se referiam aos cálculos renais…)

No final, eu estava recebendo conselhos sem mesmo solicitar… Rsrsrsrs…

Penso que não exista nada mais amargo que fingir felicidade. Nem a tristeza é tão miserável.

Falta de tempo nada tem a ver com isso…

– Lembrando sobre como funciona o tempo & as soluções…

Trata-se mais de estado de espírito e tem muito a ver com o que eu estava pensando minutos antes… Serenidade.

Não preciso criar um matrimônio doentio com o lado obscuro do”amor”. – (Resolvi chamar assim.).FB_IMG_1430523042876

Não importa quanto tempo será necessário.

O importante é buscar o reencontro consigo mesma em seu novo início…

Quantos corações é preciso destruir para que você finja que o seu ainda sente?!