MIGUEL EM DOSE TRIPLA!

Não é me gabando não mas inspirei muita gente a criar personagens com meu nome.

Mas com isso não quero dizer que sou um amor de pessoa, uma fonte de inspiração , de conforto e afeição.

Entendi sobre mim durante anos recentes , antes disso, vagava nessa existência terrena ,  achando apenas que era um mero expectador da vida dos outros. Que, para mim ,tinham vidas preciosamentes maravilhosas. (Não que não ache que ainda tenham, mas descobri que eu possuía itens na minha que também ). E, me entendendo descobri um paralelo da minha vida com a de Amélie Poulain

…. meio baitola dizer isso né? mas é serio!

Explico : Quando o @estivador  ainda morava em Natal e tanto eu quanto ele capengava em estudar na UFRN , eu disse a ele que estavam jogando fora as esculturas da sala de modelagem fora e que ia ficar com o duende do filme acima citado pra mim. (ainda tenho até hoje, pena que caiu e quebrou o chapéu )

Enfim, em meio a conversas sem nexo de gente que se vê pelos corredores , sem amizades nem nada, a conversa foi se filtrando a falar de filmes e ele terminou o assunto sobre o da Amelie dizendo que o filme realmente é muito bom, a sacada sobre o duende percorrendo o mundo interessante mas que…se pararmos pra pensar , AMELIE  POULAIN é uma pessoa muito CHATA!

Doida! Esquesita e insuportável… e pior que ele tinha razão. Uma personagem de filme , encantadora, mas que se existisse realmente , seria um porre! Um porre não que porre é bom, seria uma ressaca!

E deve ser nesse paralelo que me encaixo, um personagem interessante pra estampar nas fileiras de contos, hqs , tiras e demais mídias … Mais uma pessoa intransigente o suficiente pra viver só como está fadada pessoas como eu de serem.

Sem mais delongas , mimimis e lastimações. Conheçam três das participações de meu nome pelos conhecidos por mim.

Abrindo com uma tira do @antwanderline  , que é a que uma das que mais gosto, das que ele fez comigo e com participação especial da @MilenaAzevedo ,  AMBOS me ajudaram muito na concepção e colaboração da minha personagem SETE . Finalizando o post, o cara que parece que  escreve um conto por semana  @felipobellini .

(Esse está faltando participar na minha personagem também, mas isso é pra outro post)

Sem mais, mais : double fail by me! 

RUDE: em doses homeopáticas

A Roda do Dharma

A droga da henna acabou justo quando eu cismei de tatuar a Roda do Dharma no meu antebraço. Demorei tanto para achar um símbolo indiano que externasse o meu momento imortal, e a descrição da Roda do Dharma menciona algo sobre ultrapassarmos todos os nossos obstáculos e ilusões, apontando o caminho para a liberação total do sofrimento. Não que eu seja budista, zen ou que curta assistir a Lost. Achei bonito o desenho e a definição.
Fui procurar o Miguel, que volta e meia me consegue uma henna bacana a um preço em conta. O Miguel cuida de um brechó que herdou da sua mãe. Ele me deixa fazer algumas compras a prestação. O meu sobretudo eu comprei com ele.
– Me descola uma henna da boa?
– É pra ontem!
– Valeu! Posso te pagar no sábado, no mercado das pulgas?
– Claro! E só pra matar a curiosidade, o que é que cê ta pintando dessa vez?
– É a Roda do Dharma.
– Roda de quê?
– Ah, esquece.
Eu não tava a fim de explicar a ele até porque nem eu sabia direito o que significava, além disso, ele ia ficar me zoando, dizendo que eu deveria raspar a minha cabeça e virar monja budista. Tô fora! Voltei pra casa e terminei de pintar a Roda.
Hoje é Sábado. Mercado das pulgas à vista. Eu ia ajudar ao Miguel e também aproveitei pra vender uns trecos velhos que catei lá em casa. Estava tão disposta que acordei às dez da manhã.
Miguel já estava com a barraca armada quando eu cheguei. Tirei o sobretudo para melhor ajudar na arrumação. Foi um vai-e-vem de roupas, objetos de arte de quinta categoria, chapéus, bengalas e tapetes. Tirei a poeira das mãos e da calça, limpei o suor da testa e quando me virei para vestir meu sobretudo, reconheci o rosto daquela garota na minha frente. Era a tal do cemitério. Ela também me reconheceu.
– Que bom ver você menos carrancuda! – falou numa simpatia, como se quisesse fazer amizade comigo.
– Ah, é você…
– E que tatuagem é essa?
– É henna. – falei bem seca.
– Que é henna eu sei, espertalhona, eu quero dizer…, hum…, estou reconhecendo esse desenho. É a Roda do Dharma!
– É essa roda mesmo.
– Por que você fez essa tatuagem?
– Achei bonito o desenho.
– E não procurou saber o significado?
– Me explica, então, metida!
– O Dharma são os ensinamentos do Buddha, o caminho que as pessoas precisam seguir para se sustentarem e obterem a salvação, é a lei da natureza universal. São dez os reinos do Dharma e pelo que eu vejo, infelizmente, você vive no Inferno.
– Descobriu o Brasil de bicicleta…
– O Inferno é a manifestação da sua mente. Você vive no Inferno porque quer. Tem alguma culpa guardada aí dentro e se culpa e culpa a todos por isso.
– Ah, pára de me encher o saco. Você dá nos nervos!
– Só depende de você conseguir a sua libertação. Gire a Roda do Dharma!
Até que ela falou bonito e conseguiu me deixar preocupada. Coisa estranha essa garota aparecer do nada e saber sobre a minha tattoo.
Fim do dia. Ganhei uns trocados, paguei o Miguel e recolhi o que não havia vendido.
Ao chegar em casa, entrei no banheiro, liguei o chuveiro e fiquei olhando a tal roda. Sorri vitoriosamente, pois a tattoo vai desaparecer dentro de dois dias.

por Milena Azevedo

 

***

Ficção Em Quadrinhos…

Não importa suas convicções, o destino sempre vai arranjar um jeito de quebrar o espelho…

         A fome batia forte na barriga do ilustrador. Eram plenas duas da tarde e ele não havia finalizado o livro infantil que prometera para ás 15 horas daquela quarta-feira. Assim, calculando o tempo, onde analisava a possibilidade de fazer a arte final daquele maldito coelho e ainda assistir a aula de web-designer e programação ás 16, ele é interrompido pelo badalar insistente de sua campainha.

         Ao abrir a porta ele já imaginava ser mais um daqueles clientes que lhe ofereceriam trocas fabulosas pela divulgação da arte. Aquilo já não o incomodava mais, logo finalizaria seu curso de web, e estaria fazendo sites super criativos por um preço o qual realmente valia seu trabalho.

         No entanto, o acaso lhe chegava à porta, e embora inicialmente não houvesse a intenção de deixar o homem entrar, suas palavras amaciaram a garganta de Miguel. Ele não queria apenas seus desenhos, e nem tão pouco queria trocar desenhos por arte como seu anfitrião havia pensado. Queria sim falar que era grande fã de Miguel, que sua obra era muito boa e que sabia seu novo interesse pela formulação de web sites.

       – Escute, eu não sei se o senhor sabe, mas eu apenas estou começando o curso. Não tenho experiência para fazer algo profissional. Porque não busca alguém já no mercado?

       – Mas rapaz, tem que ser você, acompanho seu trabalho, leio suas charges, vi as logos que fomentou, as revistas que ilustrou e outras dezenas de conteúdos. Eu pago, quanto você quer para fazer o site da minha ONG?

         Pensando nas boas intenções do senhor, no prestígio que esse dava ao seu trabalho e em como estava disposto a arriscar no mercado e redes o ilustrador estende a mão e diz:

       – Você tem um executor! Mas não quero receber nada, quero oferecer para você o meu melhor a título de experiência.

           E como se para contrariar o sorriso meigo do artista, as feições do homem foram ficando mais rigidas e de forma inesperada a medida que o senhor lhe vira as costas e diz que procurará alguém que seja profissional a ponto de aceitar ser pago tudo vai ficando escuro e os sons metálicos até que Miguel abre os olhos novamente e repara as ilustrações ainda á serem finalizadas e pagas e que tudo não passara de um sonho… utópico…

Autor: Felipo Bellini          

Criação: 09/09/2011 

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2 comentários sobre “MIGUEL EM DOSE TRIPLA!

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